sábado, 31 de outubro de 2015

Sobre os Alheios

    É difícil ser uma pessoa sonhadora. É ainda bem pior quando estamos cercados de pessoas que não têm mais com o que sonhar e vivem com apenas um propósito: manipular a vida do outro. Achar que sabe o que é certo para mim, ou para você, sem realmente saber o que você quer, quais são seus desejos e aspirações.
    Você tem suas convicções. Está feliz com isso. Eis que surge algum ser "abençoado" dizendo: "mas você não pode fazer assim, ser assim, está errado. Você tem que fazer o concurso tal, pra ter o emprego tal." E a vida segue... Acontece também quando você escolhe a faculdade que quer fazer. "Não, você tem que fazer aquela, que da mais dinheiro."
    Chegamos,  então num ponto em que cansamos. Cedemos às pressões oriundas daqueles que são alheios aos desejos da nossa mente e acabamos nos rendendo à essas cobranças. Como não queremos mais discussões, nós aceitamos a proposta.
    E os sonhos? Onde ficam? Ali guardadinhos no fundo da nossa mente. Talvez para sempre...

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Leitura na Minha Vida...

    Não fui o tipo de criança que gostava de ler, mas sempre tive exemplos ao meu redor de adultos que sempre estavam lendo.
    Minha leitura favorita era, na infância, as HQs que simplesmente tomavam conta do meu quarto. Tinha também aqueles livrinhos infantis de tipo... 10 ou 15 páginas que às vezes eram um mini-resumo dos contos de fadas ou das histórias clássicas. Eu sempre ganhava um geralmente da minha avó. Com os gibis eu fazia meu pai lê-los para mim antes de dormir. Encerrava o dia de forma genial.
    Outra pessoa importantíssima na minha vida de leitor foi minha bisavó, dona Mathilde, da qual tenho ótmas lembranças e herdei com orgulho alguns livros que eram de sua coleção pessoal. Ela era uma leitora voraz de romances e tinha um bom-gosto excelente.
    Lembro de várias noites em que via minha mãe com algum livro a tirar colo, sempre carregando algum exemplar sobre magia, bruxaria, wicca ou misticismo. Um amor que dura até hoje. Lembro que quando era pequeno pensava sobre como devia ser legal ler um livro. Minha mãe conseguiu fazer de meu pai um leitor (pelo menos enquanto durou o casamento) e também lembro dele levando algum livro para ler na cama.
    Conforme os anos foram passando eu mantive-me fiel ao meu amor por quadrinhos. Na infância minha maior paxão era pegar na locadora as fitas dos meus filmes favoritos e passar as noites assistindo. Quando, por algum motivo, não pegava fitas (o DVD só chegou quando eu já era adolescente) os quadrinhos eram como um substituto. Ganhava um monte de quadrinhos da Turma da Mônica e alguns da Disney que eu não era muito fã e continuo não sendo. (Prefiro Disney na mídia audio visual).
    Meu primeiro contato com um tipo de leitura mais séria, por assim dizer, foi em 2007 com um livro chamado Os Sete Poderes que me foi indicado por minha mãe em um momento complicado da minha vida. Me fez muito bem, inclusive, ter lido aquele livro naquele momento. Depois disso me afastei novamente dos livros e me reaproximei da antiga paixão que era os quadrinhos, quando, em 2008, surgiu a série de HQs da Turma da Mônica Jovem. Por muito tempo só li isso. Tenso.
    Em 2009 a internet entra de vez na minha vida. Neste momento Orkut e You Tube viram meus grandes passatempos das noites por muito tempo. Nesse inteirim, resolvo que tenho que ler mais, voltar a ler e tento, vasculhando as estantes de casa, procurar algum título que me chame a atenção. Fail. Grandão. Para alguém que nem fazia as leituras obrigatórias da escola, era óbvio que seria fail. Até Harry Potter, que é minha paixão na vida (sou potterhead), passou pelas minhas mãos sem que eu conseguisse concluir a leitura. Fato triste.
    Aí, em 2012 (vejam bem: só em 2012), resolvi procurar dicas de livros na internet e acabei descobrindo um canal de uma moça chamada Tatiana Feltrin e foi a coisa mais sensacional que poderia ter me acontecido. Dei um ultimato a mim mesmo: eu precisava começar a ler naquele momento ou nunca mais e desistia. Consegui. Finalmente. E a partir de então, foi um livro atrás de outro (ou quase). Descobri na leitura uma nova paixão. Não há nada que se compare ao prazer de mergulhar em histórias envolventes e bem escritas. Conhecer personagens novos e se identificar e se inspirar com eles a cada novo livro aberto. Não há nada igual a um passeio por sebos, livrarias e bibliotecas. A indescritível sensação de descobrir naquele livro totalmente desconhecido uma grande história. Adquirir conhecimentos e experiências para a vida toda.
    Agora é assim. Sempre descobrindo novos autores, novas histórias e novas séries. Amando uns e odiando outros. A cada página virada, a possibilidade de uma aventura que posso levar comigo para sempre. Assim como Tati Feltrin, durmo rodeado de autores e personagens que de alguma forma me fizeram refletir sobre questões importantes e por outros que nem conheço. Mas conhecerei. Não poderia querer nada melhor que isso. Preciso ir caramba! Tenho que terminar mais um capítulo do livro que estou lendo. Até mais.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Resenha - Os Herdeiros da Terra

    Oi pessoal. Depois de um tempo sem atualizar o blog, voltei para falar de um livro. O livro em questão chama-se Os Herdeiros da Terra e é uma ficção científica por definição. O "por definição vocês vão entender mais pra frente.
    O livro conta a história de Alec, uma espécie de cientista. Ele é casado com Anna, uma bela mulher que é, também, uma espécie de artista. Eles vivem num futuro não definido e meio distópico onde a humanidade está dividida em duas castas: os Humanos Comuns e os Superiores, que são homens com algumas capacidades peculiares. Os Superiores podem ler os pensamentos e perceber os sentimentos ao seu redor. Com isso, eles se reúnem numa espécie de círculo, uma sociedade secreta e planejam uma revolta contra os Humanos que não sabem da existência desses Superiores. Vale saber que foram os Superiores que inventaram essa divisão em castas e só se casam entre eles. Para lutar nessa revolta, o protagonista Alec é designado para criar um tipo de androide. 

Narrativa

    Precisei de um pouco mais de tempo para formular uma opinião sobre a narrativa. Ela é bem dinâmica, por assim dizer, e, para ajudar: temos um grande acontecimento já no primeiro capítulo.
    Os autores (sim, são dois) mantém um diálogo com o leitor, fazendo perguntas e levantando hipóteses junto com a gente. Eles também usam muitas referências de filmes, livros e objetos comuns da época em que foi escrito, que foi em 1974 (!). Em muitas vezes, a criatividade dos autores foi tão além que eles quase conseguiram acertar sobre coisas que acontecem atualmente.
    Porém, ao mesmo tempo em que a narrativa te prende, ela se torna bem confusa. A tradução dessa edição brasileira peca com erros grotescos de digitação,  fazendo com que o leitor acabe se perdendo durante a leitura, não conseguindo identificar qual personagem está falando durante os diálogos.


Personagens

    Vou falar apenas sobre dois que ganharam destaque durante a minha leitura.
    Anna - é a esposa de Alec, o protagonista. Não o ama e o motivo pelo qual se casou fica meio implícito na história. Ela ganha destaque por ser a personagem mais humana. Seus sentimentos ficam bem visíveis durante toda a sua participação no livro. Deveria, eu acho, ter um final melhor.
    Eathen - ele é um androide, protótipo dos trabalhos de Alec. Mora com ele e a esposa e causa espanto aos outros personagens ao desenvolver várias características humanas. Também merecia um final melhor e mais participação na história.

Conclusão

    Eu diria que o livro é uma ficção científica com muitos elementos de romance policial e de distopia, pois a concepção de futuro dos autores não é das melhores.
    Vale a pena? Vale sim. Se você tiver o livro aí na sua estante, pegando pó, dê uma chance. Você vai se divertir um pouco durante a leitura.

    É isso. Fico por aqui e até a próxima.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Indicação #1 - Keane

    Bom, tô aqui hoje depois de muito tempo (muito mesmo) pra inaugurar um novo espaço no blog onde eu vou indicar alguma banda que eu gosto, falar um pouco sobre ela e de suas músicas, incluindo minhas favoritas.

    A banda do post de hoje é uma banda inglesa da cidade de Battle, East Sussex chamada Keane. É formada por Tim Rice-Oxley, compositor e pianista, Tom Chaplin, vocalista e Richard Hughes na bateria. Eles tinham um guitarrista, Dominic Scott, que deixou a banda em 2001. Tendo muitas influências, como: The Beatles, Ramones, U2, A-Ha, foi fácil para que entrasse no hall das minhas bandas favoritas.

     O nome "Keane" veio quando eles estavam em um pub de Dublin, esperando para se apresentar, e precisavam de um nome. Eles então se lembram de uma senhora, amiga da mãe de Chaplin, chamada Cherry Keane, que cuidava dele e do Tom quando crianças. Cherry sempre os incentivou a seguir seus sonhos e a não desistir da carreira musical, ao invés de se preocupar com que os garotos arrumassem "empregos de verdade". Tim conta que ela era muito bondosa com eles, mesmo quando a música deles ainda era péssima. Quando ela morreu de câncer, ela deixou dinheiro para a família de Chaplin, que o Tom usou algumas vezes durante os tempos em que era difícil sobreviver só de cantar. O grupo decidiu, assim, dar o nome dela à banda. Mais tarde, resolveram tirar o "Cherry" e ficar só com "Keane".

    Descobri-la de um modo bastante aleatório, quando a internet ainda me apresentava um pouco de mistérios. Eu assistia ao trailer do filme Winnie The Pooh, quando uma música da banda (Somewhere Only We Know) começa a tocar no final do vídeo. Paixão à primeira escutada. A partir daí, comecei uma busca frenética por outras músicas do grupo. Encontrei fácil, fácil várias músicas que se tornaram as minhas preferidas do grupo. Abaixo, listo algumas delas:

    * Somewhere Only We Know (favoritíssima)
    * Perfect Symmetry
    * Everybody's Changing
    * Not in My Way
    * Playing Along
    Lembrando que essas que citei não são todas as músicas, obviamente, do grupo e sim as que eu mais escuto.
    Beleza gente, por enquanto é isso. Abraços a todos e escutem Keane. :D

quarta-feira, 5 de junho de 2013

E cá estou eu...

   Bom, decidi (finalmente!) a começar um blog para falar e também compartilhar minha paixão por Literatura... E por ler principalmente.

   Quero deixar bem claro neste primeiro post que: NÃO, não vou falar sobre teorias literárias nem qualquer coisa do gênero. Eu apenas vou usar este espaço virtual para compartilhar minhas leituras, falar sobre as minhas impressões sobre os livros que eu estiver lendo. Também vou falar sobre outros tipos de cultura (como o nome do blog sugere) como: música, TV, séries, graphic novels, cinema, arte, fotografia. E aspectos da vida, porque acho que a vida é nossa maior cultura. Para avisar: vou postar o que me der na telha, de vez em quando, ok?
   Minhas paixões são essas: livros, cinema, fotografia e música (como ouvinte, apenas, diga-se de passagem). 
   Bem, acho que fico por aqui. Estou só apresentando a proposta do blog, é o que tem por hoje. :)